INICIANDO OS TRABALHOS DE 2012 - FÉRIAS ACABANDO...

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           DEPOIS DE RENOVAR NOSSAS FORÇAS COM AS BENÇÃOS DE DEUS E O CARINHO DA FAMÍLIA, ESTAMOS DE VOLTA PARA MAIS UM ANO DE TRABALHO.

            QUE POSSAMOS FAZER DESTE UM ANO DE MUITAS RENOVAÇÕES E REALIZAÇÕES  EM BUSCA DA MELHORIA DA EDUCAÇÃO E DA VIDA DE TODOS QUE ESTÃO AO NOSSO REDOR.

MARIA DANTAS

sábado 28 janeiro 2012 16:26 , em PAIS E FILHOS


ANO NOVO, TUDO NOVO DE NOVO !

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quinta 29 dezembro 2011 07:32


2012 vem chegando ...

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quinta 29 dezembro 2011 07:15 , em PAGINA DO VISITANTE


EQUIPE DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NA JORNADA PEDAGÓGICA EM AFONSO BEZERRA - 2011

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II Jornada Nacional de Educação de Afonso Bezerra

 
A Secretária de Educação Raquel Viana e vários professores da rede municipal participaram, no último dia 16/12,  da Abertura da II Jornada Nacional de Educação em Afonso Bezerra. O evento, que teve o tema: “Educação na Contemporaneidade” foi organizado pelo Secretário Municipal de Educação Mistênio Bertuleza que contou com a representação de diversos municípios representados pelos seus professores. A Prof Raquel, coordenadora do Polo Vale do Açu da Undime também  representou o Presidente Estadual da Undime.  Durante a programação que ocorreu  de 16 a 18/12, grandes personalidades do contexto educacional do País estiveram presentes, em Afonso Bezerra, como: Tania Zagury, Luiz Schettini, Jairo de Paula, Thereza Penna Firme, Hamilton Werneck e Celso Antunes.

terça 27 dezembro 2011 16:54 , em COORDENADOR EDUCACIONAL


A questão do papel do professor - Por Jairo de Paula**

Blog de mariadantas :SEJA BEM -VINDO !  ESTAR 'COMPARTILHANDO SABERES' COM VOCÊ É UM PRAZER !!!, A questão do papel do professor  -   Por Jairo de Paula**

          Com as transformações que vêm ocorrendo no mundo (tecnologias, globalização, transição de produtos e do próprio trabalhador), a necessidade de novas propostas pedagógicas e uma reforma educacional coesa é imperativa. É imprescindível que a escola acompanhe todas essas transformações e inove-se, não é mais possível continuar com aulas maçantes, reprodutoras, quadro-negro e giz.

 

Este é o momento de repensar a educação em si e, a partir daí, criar dispositivos que possibilitem um novo olhar, onde todas as áreas do conhecimento possam trabalhar questões pertinentes para uma construção do conhecimento significativa, mais humana, mais digna, embasada no princípio de igualdade, fraternidade, liberdade, respeito ao outro.

 

Nesse sentido, podemos fazer uma análise crítica em relação a todo o processo de mudanças pelo qual o mundo está passando e o consequente bombardeamento de informações que o homem recebe cotidianamente. Na verdade, o mundo contemporâneo - neste momento da história denominada ora de sociedade pós-moderna, pós-industrial ou pós-mercantil, ora de modernidade tardia - está marcado pelos avanços na comunicação e na informática e por outras tantas transformações tecnológicas e científicas. Essas transformações intervêm nas esferas da vida social, provocando mudanças econômicas, sociais, políticas, culturais, afetando, também, as escolas e o exercício profissional da docência.

 

Para que haja um novo posicionamento, é impreterível que o professor tenha profissionalismo, tenha comprometimento, seja capaz de aprender a aprender, tenha domínio de sua disciplina, seja autônomo e desenvolva um trabalho pertinente à realidade do aluno. Mas, principalmente, que seja crítico e reflexivo, tenha condições de pensar e repensar sua prática, buscando novos caminhos para solucionar problemas. Enfim, que tenha coerência entre discurso e prática.

 

Desse modo, possibilitará seu desenvolvimento pessoal e profissional, dará oportunidade ao aluno para ampliar o leque de conhecimento, ser um agente transformador da realidade, tendo coesão em sua interpretação de mundo, aprendendo a pensar certo, saber fazer, ser competente na prática social.

 

Assim sendo, é urgente um repensar consciente sobre a formação do professor. Isto é, para formar cidadãos críticos, transformadores é preciso ter uma formação inicial e continuada, com projetos de intercâmbio entre universidades e escolas, com pesquisas voltadas para a realidade de sala de aula, que haja políticas educacionais sérias, que estejam concomitantes com a realidade. Ou seja, que visem a qualidade do ensino, a valorização do professor (que professores e sindicatos reivindiquem melhores salários e melhores condições de trabalho).

 

Hoje o professor necessita de uma ação pedagógica diferenciada, pois ele é história, faz parte da história, não é um consumidor que vai à escola aprende e passa. Por isso, a importância de trabalhar com a questão dos "portadores do saber", que têm um legado cultural para deixar às próximas gerações, que estão diante de grandes modificações em todos os segmentos sociais, inclusive a escola que é mais um dos espaços para aprendizagem, assim se entende que é local para síntese, para desenvolvimento de habilidades, para formar sujeitos críticos e pensantes, integrados ao pensar epistêmico.

 

Com relação ao aluno crítico e transformador da realidade, a formação do professor requer questionamentos pertinentes. O sociólogo Alain Touraine propõe algumas ideias para uma proposta de esquerda no quadro das transformações em curso na sociedade, tais como a internacionalização da economia, desenvolvimento acelerado das novas tecnologias, agravamento da exclusão social, ruptura do tecido social, aumento das desigualdades.

 

Isso, segundo Touraine, se inicia pela solidariedade que significa estar ao lado dos excluídos e combater os efeitos das desigualdades sociais por meio de medidas concretas em favor dos desfavorecidos. Vem, em seguida, com a ideia de liberdade do sujeito, o direito dos indivíduos de viver e ser reconhecidos como sujeitos, capazes de fazer opções e respeitar os outros.

 

A terceira ideia é a de criar a diversidade no sentido de reconhecimento do outro, para ver em cada indivíduo a presença do universal e, simultaneamente, a do particular. É descobrir nos outros o esforço de subjetivação, de se constituírem como sujeitos na sua individualidade e na identidade cultural que é, afinal, o reconhecimento dos direitos humanos fundamentais.

 

A quarta é saber conviver com as diferenças, "fazer conviver, sob as mesmas leis, pessoas com crenças, concepções de vida e interesses diferentes", incluindo a recusa em encaixar as pessoas em modelos culturais herdados da modernidade.

 

O tratamento da questão da ética na escola ainda depende de investigações mais consolidadas, mas se constitui em um desafio aos educadores prepararem-se para ajudar os alunos nos problemas morais, tais como a luta pela vida, a solidariedade, a democracia, a justiça, a convivência com as diferenças, o direito de todos à felicidade e autorrealização.

 

Portanto, devido às várias transformações mundiais, a desigualdade social, a desvalorização do magistério, é uma exigência para a profissão de Professor estar inserida nas Novas Tecnologias da Comunicação e Informação (NTCI), podendo utilizar todos os meios de comunicação para inovar as suas aulas e, principalmente, auxiliar o aluno no entendimento das mídias e das multimídias, tendo o papel de orientador quanto à formação de opinião.

 

É possível, então, afirmar que não há proposta pedagógica e de reforma educacional sem o professor. A informática, por exemplo, é mais para a aprendizagem, sendo o professor o seu executor, que irá possibilitar ao aluno uma nova visão de mundo por esse mecanismo, ampliando a capacidade de entendimento, podendo construir uma concepção diferenciada em relação ao modo de operacionalizar, ou seja, ensinar a pesquisar e competências.

 

Assim, fica claro e notório que o computador não tem como finalidade substituir o professor, mas ser mais um meio para chegar ao proposto, seja de informação, comunicação, divertimento ou qualquer outro objetivo que queira ser alcançado. Esta é a proposta para um olhar diferenciado frente às transformações mundiais que afetam toda a sociedade e, em decorrência, a escola.

 

Junto com a instituição escolar, também são postas em questão as práticas convencionais de ensino aprendizagem. A "tecnologização" do ensino incentiva a crença de que o computador e outras mídias podem substituir a relação pedagógica convencional. Cria-se, com isso, a ilusão tecno-informacional de que é possível a aprendizagem completa apenas com a presença do aluno diante dos equipamentos informáticos. Naturalmente, não se trata de resistir à utilização das mídias no ensino, mas de denunciar a exclusão do professor e de outras mediações relacionais e cognitivas no processo de aprendizagem.

 

A substituição da relação docente está obviamente associada a determinados paradigmas de qualidade da educação em que importaria mais o saber fazer e o saber usar do que uma formação cultural sólida. Ou seja, o pensar eficientemente é uma questão de "saber como se faz algo". A aprendizagem não é mais do que o domínio de comportamento prático que transforma o aluno num sujeito competente em técnicas e habilidades.

 

Entretanto, descaracterizar o sentido da aprendizagem escolar em decorrência da presença das inovações tecnológicas é obviamente um equívoco. O valor da aprendizagem escolar está, precisamente, em introduzir os alunos nos significados da cultura e da ciência por meio de mediações cognitivas e interacionais que supõem a relação docente. Por outro lado, é certa a prática docente recente receber o impacto das novas tecnologias da comunicação e da informação, provocando uma reviravolta nos modos mais convencionais de educar e ensinar.

 

Mas o pedagogo acredita que a formação cultural básica é o suporte da formação tecnológica. Ou seja, a utilização pedagógica das tecnologias da informação pode trazer efeitos cognitivos relevantes, estes, porém, não podem ser atribuídos somente a essas tecnologias.

 

É certo que independentemente das transições econômicas, sociais, políticas, religiosas é inadiável ser coerente quanto às decisões, às formas de resoluções de problemas, aos questionamentos, ao modo de encarar a profissão professor, pois para se ter profissionalismo é primordial ter responsabilidade e comprometimento com a educação em si.

 

     Afinal, a exigência social no contexto atual é "aprender a prender" e ser competente para conviver com a heterogeneidade. Reconhecer o outro, valorizar o ser humano, também se dispor a inquirir a respeito da alteridade, inserindo-se na realidade, sendo um agente transformador, que desenvolva a criatividade, rompendo com os paradigmas antigos, criando novos parâmetros de análise das diferentes experiências, trilhando novos caminhos para uma prática pedagógica inovadora, com uma organização do ensino diferenciada.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

Artigo: Relação Escola-Sociedade - Novas respostas para um velho problema - Autor: Antonio Nóvoa - 1998.

Freire, Paulo - A Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

Geraldi, J. W. - Linguagem e Ensino: Exercícios de militância e divulgação. Campinas: ALB/Mercado das Letras, 1996.

Lopes, M. I. V. - Pesquisa de recepção e educação para os meios. Comunicação e Educação, no 6 - São Paulo: USP/Moderna, 1996.

Lima, Lauro de Oliveira - Mutações em Educação segundo Mc Luhan. Rio de Janeiro, Cosmovisão1 - vozes - 21a edição, 1996.

A Criança e a Televisão - Amigos ou Inimigos? - Teixeira, Luiz Monteiro - São Paulo, Edições Loyola, 1987.

Aguayo, A. M. - Novas Orientações da educação, Trad. bras., São Paulo, Saraiva & Cia., 193


 

terça 27 dezembro 2011 16:42 , em COORDENADOR EDUCACIONAL


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